
vesti a luz do teu nome
e chamei-te pela noite
e chamei-te pela noite
entraste no meu sono
como o luar entra na fonte
trazes histórias e proezas
dizes que tens tanto p'ra me dar
deixas sombras incertezas
e partes sem nunca me levar
e de repente um mar sozinho
ninguém na margem ninguem no caminho
tão frio
e o teu beijo mata-me à distancia
ninguem tão perto pode o que o beijo alcança
e o meu corpo chora quando o teu vai embora
porque o teu mundo é tão longe
tão longe
pode o ceu ser tão longe
e tão longe
tão longe
e a tua voz vive em mim
ha um deserto que fica
sou um capitão sem barco
e quando vejo pela bruma
acendem-se estrelas no quarto
e dizes trago a luz das sereias
trago o canto da tempestade
e como o vento na areia
deitas-te em mim feita em metade
e de repente um mar sozinho
ninguém na margem ninguem no caminho
tão frio
e o teu beijo mata-me à distancia
ninguem tão perto pode o que o beijo alcança
e o meu corpo chora
quando o teu vai embora
porque o teu mundo é tão longe
tão longe
pode o ceu ser tão longe
e tão longe
tão longe
e a tua voz vive em mim
tão longe
pode o ceu ser tão longe
e tão longe
tão longe
e a tua voz vive em mim...
Pedro Abrunhosa





